O termo tecnologia vestível (wearable technology) se popularizou após o anúncio do Google Glass (saiba o que é aqui) e dos smartwatches, particularmente o Galaxy Gear, produzido pela sul coreana Samsung.Embora soe um tanto estranho, como o próprio nome diz, essa tecnologia diz respeito a qualquer invenção do meio tecnológico que possa ser incorporado ao corpo humano. Partindo desse princípio, qualquer produto que potencialize algum dos cinco sentidos ou estabeleça uma extensão do próprio corpo humano, aprimorando uma característica já existente ou restabelecendo uma que tenha sido perdida pode ser considerado um elemento tecnologicamente “vestível”.

Desse modo, não é difícil imaginar os benefícios que podem ser gerados para pessoas que já sofrem devido à ausência de determinada habilidade humana, independentemente da causa que tenha originado a perda. Evidentemente, todos os equipamentos mais sofisticados ainda terão de passar por uma exaustiva bateria de testes. Entretanto, é possível perceber que as novas gerações viverão em um mundo bem diferente ao qual estamos acostumados. Excluindo todos os efeitos ultramodernos proporcionados pelos longas-metragens de ficção científica, essa espécie de “admirável mundo novo” pode soar assustadoramente real.

Além disso, cabe frisar que também existem companhias ligadas a experimentos tecnológicos menos pretensiosos. Essas empresas têm investido no desenvolvimento de pulseiras e até sutiãs que, aparentemente, trazem algum ganho para o corpo. Se qualquer aparato tecnológico que possa ser “plugado” ao corpo é tecnologia vestível, estão faz sentido. O problema é quando tudo se trata de mera jogada de marketing, abuso cometido por companhias que insistem em anunciar produtos que ainda estão longe de realizarem as peripécias propagandeadas. Logo, o usuário precisa ficar atento às ideias que lhe são vendidas.

A seguir, alguns ótimos exemplos que ilustram o que a tecnologia vestível podem fazer, de fato, em prol do ser humano.

O sentido aranha toma forma

Os fãs de HQs e, substancialmente, do Homem-Aranha devem ficar animados com o SpiderSense, um mecanismo desenvolvido pelo cientista Victor Mateevitsi e demais parceiros. O nome não nega as origens e foi, é claro, inspirado em um dos superpoderes do famoso personagem Marvel. Através de uma propagação no ambiente executada por uma mescla de sinais infravermelhos e sonares, o equipamento consegue rastrear quantos são os objetos e pessoas existentes.

Saindo um pouco da linha fantasiosa dos quadrinhos, Mateevitsi diz que o intuito do projeto é conseguir lançar um aparelho de baixo custo (algo em torno dos US$ 500 para a sua fabricação) e, assim, contribuir para que deficientes auditivos ou visuais possam interagir com o ambiente de um modo mais profundo.

 

Lentes de contato com visão telescópica

Continuando na linha de equipamentos que mais parecem terem vindo do futuro, existe um projeto conduzido por cientistas suíços e estadunidenses que transforma os olhos em telescópios. Para isso são necessários um par de lentes de contato e óculos especiais. De acordo com os pesquisadores, quando estiver pronto, o produto poderá estender o campo de visão do usuário em cerca de 2,8 vezes a partir do tamanho normal.

O objetivo e o foco do estudo, segundo o corpo de profissionais, é colaborar para reduzir os efeitos ocasionados em virtude da degeneração macular ou quaisquer outras consequências funestas acarretadas pelo envelhecimento das células.

A suposta lente de visão telescópica
A suposta lente de visão telescópica

 

Objetivo camuflado

A grande questão que envolve este e outros projetos análogos é uso real que se fará dessas tecnologias. Muitos especialistas dão como certo a utilização desses mecanismos por tropas militares e em níveis muito acima do que está sendo divulgado. Dessa forma, as consequências poderiam ser bem desastrosas. Os estudiosos também acreditam que, enquanto objetos valiosos são produzidos em segredo, a nação que alimenta o setor tecnológico é abastecida com produtos inofensivos, tais como relógios, pulseiras, óculos, etc. Por outro lado, existem produtos realmente benéficos como o biosensor da Apple, ainda em desenvolvimento. Os campos de pesquisa são ilimitados.

Até em qual ponto tudo não passa de uma abstração exagerada do problema só mesmo o futuro para responder.