Tecnologias disruptivas. Guarde esse nome se você tem interesse pelo universo da inovação e do empreendedorismo ou se está sempre de olho nas constantes mudanças que sacodem a sociedade. No Brasil, ainda existem poucos sites dedicados ao tema. Por isso, deixamos como dica para quem quer acompanhar o assunto o blog Disruptivas e Conectadas, do economista e empreendedor Arie Halpern.

Afinal, o que são tecnologias disruptivas?

Você já se pegou discutindo sobre as mudanças trazidas por iniciativas como a da Netflix, do Uber ou do Google? Ou simplesmente parou para pensar sobre os impactos da criação de óculos inteligentes e carros autônomos? Saiba que o que está por trás dessas iniciativas revolucionárias são as tecnologias disruptivas.

A expressão disruptiva define bem o que ela significa: ruptura. São produtos e serviços capazes de romper com antigos modelos, revolucionar o mercado, desestabilizar concorrentes e levar novas formas de relacionamento entre consumidores e produtos. O termo foi criado pelo professor da Universidade de Harvard, Clayton M. Christensen, ainda nos anos 90, mas continua muito atual.

Assuntos em alta

Pode parecer clichê, mas a velocidade com que as mudanças ocorrem muitas vezes não nos permite acompanhar as principais novidades envolvendo novas tecnologias. É hora de ficar por dentro e acompanhar as tecnologias disruptivas que podem se destacar este ano. De acordo com Arie Halpern, diversas mudanças já começaram a ocorrer no mercado tecnológico envolvendo moda, jogos e robótica. O empreendedor dá algumas dicas sobre as tecnologias que mais devem chamar a atenção das empresas e dos consumidores.

Roupas inteligentes

As roupas aos poucos se tornarão extensão do nosso corpo, assim como os smartphones. Chamadas de wearables, ou acessórios vestíveis, elas serão responsáveis pela transmissão de dados e terão um papel importante em nossos afazeres, conectividade e cuidados com a saúde.

Inicialmente, a tecnologia estará mais presente em acessórios, como óculos, anéis e pulseiras. Mas não deve demorar muito para chegar às peças de roupas, por meio de circuitos integrados. A Levi’s e o Google, por exemplo, já se uniram para fabricar uma jaqueta inteligente que possui GPS, atende ligações, toca música, tudo realizado com gestos de mão.

Pode ter certeza, os wearables não são assunto somente para a indústria têxtil e confecções. Eles estão no foco de grandes empresas, como Apple,  Samsung, Microsoft e Sony, que têm direcionado investimentos consideráveis para essa área, podendo chegar a valer US$ 25 bilhões em 2019.

Crowdfunding

Quem nunca se deparou com uma campanha na internet? Seja com pedido de colaboração para causas sociais ou para financiar iniciativas pessoais e novos produtos no mercado. O crowdfuding veio para ficar e transformar os mecanismos tradicionais de captação de recursos.

Plataformas como a Cartarse e Kickante são exemplos de sucesso utilizados por empreendedores que buscam alternativas de arrecadação, que possam ir além dos investidores-anjo ou financiamentos de outras instituições, como os bancos.

Em uma campanha de crowdfunding, qualquer pessoa pode investir no projeto apresentado, seja um usuário ou uma empresa. No final, os participantes ganham algum tipo de “prêmio” por terem colaborado, podendo ir desde um chaveiro até o produto pronto, dependendo da quantidade de dinheiro investida.

Robôs sociais

Já é comum encontrar robôs que auxiliam em determinadas tarefas domésticas, como as de varrer e passar pano, por exemplo. Entretanto, eles ainda não corresponderam ao imaginário daqueles que têm como referência a simpática e prestativa robô Rose, do desenho animado “Os Jetsons”.

Mas não precisa desanimar e pensar que essa realidade está distante. Robôs sociais já estão entre nós e foram pensados para fazer companhia e ajudar em diversas atividades domésticas. Alguns modelos estão sendo comercializados, como Pepper, Buddy e Zenbo e a tendência é ganharem popularidade. Eles já são capazes de contar histórias para crianças, pegar pedidos em restaurantes e até dar informações para viajantes em aeroportos.

Realidade virtual e realidade aumentada

Dispositivos tecnológicos estão criando ambientes virtuais nos quais os usuários podem interagir de diversas formas. Pincéis especiais do Google, em conjunto com óculos de realidade virtual, permitem criar obras em 3D.

Videogames oferecem versões com essa tecnologia e prometem ampliar a oferta, além de diversificar a experiência.  Os smartphones já estão funcionando com realidade aumentada, como no jogo Pokémon Go, e em breve poderão fazer uso da realidade virtual.

A novidade para este ano é que esta tecnologia tende a se tornar mais barata, estimulando a onda de consumo. Apesar de ser muito associada a jogos, a utilização em meios empresariais e acadêmicos também é promissora. “Em um futuro não muito distante, teremos imagens em 3D nos bombardeando nos sites de comércio online”, afirma Arie Halpern.

E você? Também acredita que essas são tendências que vão revolucionar a sociedade? Deixe a sua opinião!

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

dez − seis =